quarta-feira, 4 de junho de 2008

"Só se tem saudade do que é bom
Se chorei de saudade não foi por fraqueza
Foi porque amei
E se eu amei quem vai me condenar?
Se eu chorei quem vai me criticar?
Só quem não amou, quem não chorou
Quem se esqueceu que é um ser humano
Quem não viveu, quem não sofreu
Quem já morreu e se esqueceu de deitar".

Nelsinho Corrêa

quinta-feira, 22 de maio de 2008

A EVOLUÇÃO DO HOMEM

SAVIO CHALITA - FORMAÇÃO- VALORES HUMANOS - http://www.misericordia.com.br/ver.php?chave=108&cod=1

A EVOLUÇÃO DO HOMEM

Grandes escritores, contemporâneos ou não, registraram obras magníficas a respeito da evolução do mundo, da revolução e também evolução humana! Dentre eles Darwin, Malthus, Milton Santos, Thomas Friedman e etc. Todavia, poucos tiveram o cuidado, principalmente os atuais, em explanar sobre a evolução dos valores, ou diriam alguns, da inversão de valores!Friedman é um exemplo ótimo: Em “O mundo é plano” ele explicita em acontecimentos reais a concretude das revoluções industriais que o mundo experimentou. Num pequeno conto embutido em sua grande obra, ele conta a vida de jovens americanos concorrentes à vaga de “operadores de telemarketing”. A Globalização é presente tão intensamente que estes jovens chegam a disputar uma vaga com outros jovens de outros países, como os da Índia (Um dos países mais populosos do mundo!), onde estes últimos são treinados a falar bem o inglês e ainda mais, a treinar o sotaque de determinado estado onde irão trabalhar, e não pensem que irão se deslocar de seu país natal, operadores de telemarketing de empresas americanas, mas trabalhando da Índia!É maravilhoso ver o avanço da tecnologia! Não só no campo da comunicação, mas no campo da economia mundial, relações internacionais, medicina, tratamentos cada vez mais sofisticados (atualmente, uma cirurgia pode ser realizada a distância, através da internet, por comandos de um médico à milhas de seu paciente). Porém existe o lado triste de tanto avanço: a “refrigeração” dos sentimentos humanos, a perca de valores do homem (Adoecidos pela ganância incontrolável do “capitalismo mercantilista”). Quantas famílias ainda hoje se reúnem para tomarem, ao menos uma vez ao dia, alguma refeição? Quantas se unem para rezar um terço?! Quantas famílias vão à missa juntos para celebrar o mistério da Eucaristia e o dom de Ser Família?! Pouquíssimas... E o que dizer dos relacionamentos entre pessoas? As amizades, namoros, casamentos?! A facilidade da comunicação pelos meios oferecidos como Grupos de amizades virtuais, programas de conversação, esfriam o calor que existe num encontro pessoal, em fazer amizades verdadeiras, em conhecer quem está por trás de um teclado. Dizer que é moreno, alto, olhos claros... É fácil, qualquer um pode ser! Difícil, e com certeza mais prazeroso e construtivo, é olhar nos olhos, tocar a mão, sentir o calor de uma amizade! Como Pe. Léo diz em seu livro “Buscai as coisas do Alto”, em uma breve analogia, o caminho que leva ao céu, às verdades, é subida e estreito. Já o caminho que nos leva ao inferno, às mentiras e inverdades, é descida e bem largo! Infelizmente, a evolução de alguns valores básicos (a perda ou inversão deles), tem feito muitos jovens a escolherem esta íngreme descida, na qual é difícil frear! Mas Deus tem o “freio de mão” que você precisa, e pode ser acionado a qualquer tempo, basta encontrarmo-nos... mas o tempo é sempre agora!!!Quanto antes melhor!E os casamentos? Muitos se preparam para o casamento em si, mas esquecem que é depois da cerimônia que o casamento se inicia, e para isso poucos estão realmente preparados. Assim como em nossa política também! Muitos candidatos vivem a campanha preparadíssimos, encharcados de estratégias eleitorais, porém não se preparam para o mais importante, o pós eleição, quando o trabalho realmente inicia-se, e no casamento, quando a vida matrimonial começa!Valores morais, humanos, deveriam ter mais valor que os financeiros! As relações, principalmente as familiares, vivenciadas com mais calor, aquele que somente temos através de Deus, de Amor, de Verdades! Que os homens busquem relações concretas alicerçadas em Deus, na Rocha firme e não na Areia, nas roupagens vazias e ludibriantes, na incerteza, nos caminhos largos e fáceis! “O Amor humano, se não tiver Jesus e Maria, começa bom e depois vira uma tristeza, pois não consegue conservar as coisas boas. Não aprendemos a conservar aquilo que é bom em nós, nos outros, em Deus, no mundo. Conservar significa cuidar. Por que o ser humano destrói a natureza? Porque não aprendeu a contemplá-la com os olhos de Deus. E Deus viu que tudo era bom.” (Pe. Léo SCJ, “Buscai as Coisas do Alto).
Savio Chalita em:
http://www.misericordia.com.br/imprimir.php?chave=1170

Exercício de felicidade: Viver o (no) Amor de Deus!

Tenho reparado no comportamento das pessoas. Parecem não estarem felizes! Não por terem fracassado em alguma tentativa para o ser... não! Mas por perderem e prenderem em coisas pequenas, que não as deixam partir do ponto, então há tempos, estagnado. São Jerônimo precisou viver mais de vinte e cinco anos para descobrir qual o verdadeiro segredo pra ser feliz: “Não olhe para trás!”, nesta passagem Bíblica, Jesus nos diz claramente que para viver o Amor de Deus não podemos nos prender às coisas ruins que nos aconteceram. Viver de ódio e rancor. É com um coração amargo, cheio de espinhos, que queremos ser felizes?!
Lembro-me do tempo de catequese quando aprendi sobre o referido Santo, São Jerônimo. Homem muito culto e também rico que abdicou de tudo para viver os ensinamentos de Deus. Um grande estudioso, o primeiro a traduzir as Escrituras Sagradas. Sua escolha radical em seguir a Deus, o fez despir-se de toda riqueza. Homem então sábio, de vestes simples, casto, penitente... porém não era feliz. Certo dia um anjo apareceu e lhe disse, que “para ser feliz, não deveis olhar para coisas passadas!”. Quantas vezes nos assaltamos assim? Parece que vivemos amarrados numa corda que não nos deixa caminhar. Uma corda que se enroscou numa pedra firme chamada orgulho, rancor, amargura, ingratidão, inveja, cobiça, egoísmo. Os efeitos não se limitam na infelicidade da própria pessoa. Aquele que está preso nesta corda faz com que todos a sua volta sintam-se também presos! Uma pessoa amarga não adoça a vida do outro. E esse outro, por mais que tente, não consegue adoçar o amargo. A corda os mantém próximos, mas numa distância que não permite o primeiro saborear o doce. E isso não significa que o doce não tente adoçá-lo, mas sim que o amargo não tenta se libertar da corda que o mantém a certa distância! O essencial não é apenas cortar a corda, pois ela pode se enroscar na primeira próxima pedra que aparecer. O essencial sim é, na ajuda de Deus, na perseverança da própria pessoa de querer ser feliz, ser melhor, desatar o nó da própria cintura!
Praticar esse exercício de felicidade não é nada fácil. Os homens promovem fracassadas tentativas de transformar esse valor (buscar a felicidade é um valor, pois através deste exercício alcançam-se outros. E para conseguir esta busca, é preciso ter outros tantos valores capazes a gerar a ânsia por ser feliz!) em algo “comprável”, e os iludidos que se arriscam nessa, logo percebem como a Liquidez dessa falsa propaganda os afogam! Não encontramos felicidade nas prateleiras de lojas, em carteiras acionistas, ou em remédios de efeito instantâneo. Podemos sim identificá-la numa receita onde o ingrediente principal e insubstituível seja Deus, seus Ensinamentos, Sacramentos, suas Verdades... todos eles Sólidos e de destino certeiro, a felicidade Plena e verdadeira, o Amor de Deus (e em Deus)!

Savio Chalita - saviochalita@uol.com.br